sábado, 2 de novembro de 2013

Carta de Innocente Pedron para Pe. Francesco (10-04-1888)


Carta de Innocente Pedron para o Padre Francesco 10-04-1888
Ao Reverendíssimo Padre Francesco
Vale Vêneto
Geringonça, 10 de abril de 1888
Como um grupo, no ano de 1879, desejava vir para a América, Brasil, decidimos enviar um representante para tratar pessoalmente com os superiores sobre a viagem gratuita de Gênova até o destino.
Para essa tarefa foi designado Antonio Vemier, que partia no dia 29 de junho com a quantia de oitocentas liras italianas. Assim que chegou a Gênova, alguns dias após, escrevia uma carta a esta mesma sociedade, dizendo que Gênova lhe fora roubado o dinheiro e que seria impossível voltar de lá se a mesma não lhe enviasse uma nova quantia. Vista sua impossibilidade de partir, remetemos-lhe um vale postal de duzentas liras. Em poucos dias, depois do último que ele recebeu, embarcava de volta para o Brasil. No dia 4 de outubro do mesmo ano chegava a Santa Maria Boca do Monte, onde, naquele mesmo dia, na própria Santa Maria, ele se reencontrava com alguns colonos de Vale Vêneto, que o levaram consigo para o mesmo vale. Alguns dias depois escreveu uma carta ao chefe da sociedade, mas nada declarou sobre o que tinha feito, junto os superiores, em benefício da mesma localidade. Aqui permaneceu até janeiro de 1880 e, depois, decidiu voltar à pátria, e no mês de março chegava à Itália. Confuso e sem declarar o que ele tinha feito em nosso favor, foi interrogado por alguns representantes desta comunidade, dado que ninguém conseguia saber o que ele tinha feito. Mas não se conseguia saber nada porque, na verdade, não tinha feito nada. Depois de um certo tempo, após sua chegada, começou a comentar com alguns, dizendo que para conseguir o que nós desejávamos não haveria outro meio que o de enviar dois sacerdotes, pois estes facilmente poderiam conseguir com o Governo tudo o que desejávamos. Mas sua esperança foi em vão, porque uma grande parte da sociedade começou a criticá-lo. Finalmente, não vendo um meio possível de enviar os sacerdotes com o dinheiro da sociedade, dado que esses sacerdotes foram recebidos pelos colonos de Vale Vêneto, valeu-se da família Bortoluzzi. Tendo esta, em sua partida da Itália para cá, deixado uma herança a ser resgatada, com este mesmo dinheiro embarcou os dois sacerdotes.
Assim, em 1882 começava uma nova sociedade sob sua própria direção. Mas de cada localidade exigiu dez liras italianas, dizendo que estas deveriam servir para as viagens e sacerdotes, argumentando que em nossa vinda para cá cada família teria recebido do Governo uma soma de duzentas liras italianas. Mas quando de nossa chegada ficamos sabendo muito bem que também isso fracassou. E muitos deles entregavam ao Antonio Vemier os dez francos. Mas se V. Ver.ma quer informar-se melhor sobre isso, seria mais conveniente que chamasse o Francesco Antoniazzi, pois foi ele quem arrecadou o dinheiro destas famílias e o entregou nas mão do Vemier. Mas, a respeito desta afirmação, não posso emitir juízo, visto que a soma total não corresponde ao arrecadado.
O total, então do dinheiro arrecadado, ao todo resulta em mil quinhentas e oitenta liras. Uma parte desse dinheiro, além dos mil francos entregues ao Vemier, no tempo em que permaneceu na América, sustentamos a sua família, o que, acredito, deverá somar 250 francos e isto é o quanto eu posso dizer do Vemier. Mas este dinheiro que entregamos ao Vemier, sobre isso na há nenhum documento, porque Vossa Ver. Ma sabe muito bem que o contrato será de 10 francos por padre, o que por justa declaração será informado pelo Francesco Antoniazzi, como acima foi citado. Se assim, V. Ver.ma não estiver plenamente satisfeito de quanto declarei nesta, na primeira ocasião em que for para Vale Vêneto, responderei as suas dúvidas.
Saúdo Vossa Ver. Ma com toda estima.
O seu humilde servo Inocente Pedron

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Navio Colombo

Registro va viagem de navio do bisnono Giovanni

Fonte:  www.imagem.arquivonacional.gov.br/sian/arquivos/1022277_4604.pd
Contribuição: Luciano Benincá

DVD's

Queridos!
Estamos todos ansiosos para receber os DVD's, em breve estarão prontos.
Devida a grande quantidade de imagens e a vontade de rever e guardar cada instante, a edição está um pouco demorada.
Não se preocupem, todos receberam suas cópias assim que possível.

Abraços a todos e um ótimo 2013!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Queridos tios e primos


 Carinhosamente vos abraçamos e beijamos.

         Ainda com o coração cheio de emoção e a mente repleta de  belas lembranças vividas em  nosso encontro nos dias 02 e 03 de novembro, é que vos saudamos  e agradecemos a presença tão participativa de todos. Muitos podem pensar que nada fizeram,que em nada  colaboraram para receber agradecimentos. Enganam-se!
         Nós, descendentes de Celestino e Erna,temos sim muito a agradecer a participação e colaboração de todos; vocês  saíram de suas casas,se deslocaram muitos quilômetros, até centenas, e em Faxinal dos Guedes chegaram  e nos envolveram já no primeiro olhar,no primeiro momento,com belos sorrisos, amáveis palavras,abraços tão carinhosos e continuaram em todos os momentos a nos encantar com alegria e convivência que nós esperávamos sim,mas que superou nossas expectativas.
          Vocês chegaram tão alegres e felizes,com tanto a nos dar que nós trememos,receosos de que não havíamos preparado um programa de encontro digno de tamanha felicidade e convivência tão bela. Se vocês não tivessem comparecido ao encontro,nada teria acontecido,teria sido um fracasso.
           Mas vocês vieram,carregados  de vivências, lembranças, reminiscencias; derramaram sobre todos amor,paz,harmonia,bem querer,felicidade... e deu no que deu... um encontro maravilhoso, cheio de alegria, paz, de emoções... que lindo... que maravilhoso...que bom... que saudades... lágrimas nos brotam aos olhos lembrando como foi bom.
           Este encontro, estes fatos nos levam a conclusões:  a   primeira ,que ficou bem clara,é que nós Pedrons e os que nos acompanham e conosco convivem  temos esta necessidade de encontros, de convivência. Somos emotivos por natureza e temos necessidade de compartilhar nosso afeto com tios e primos e demais parentes, familiares. Nós precisamos nos visitar,de reforçar sempre nossos laços.
             Temos que fazer mais encontros.Vamos fazê-los; precisamos destas atividades,mesmo porque nós fizemos  êste encontro para matar  a saudade...mas neste aspecto fracassamos porque estamos agora com mais saudades,.
             Queremos então agradecer a presença de vocês. Tenham a certeza que cada um representou um valor, uma riqueza.Comuniquem aos familiares que não puderam comparecer como foram estes dias que passamos juntos, para que no próximo encontro possamos nos ver e conviver em maior número.
            E pela proximidade do Natal e Ano Novo queremos desejar a  todos um encontro muito amável e sincero com Jesus, nosso Mestre  Maior, que se fez Carne e veio viver entre nós para nos ensinar  o amor, a benevolência, o respeito, a humildade e todas as atitudes que devem orientar nossa convivência na família e na sociedade.
             Que neste ano que se inicia, nossos propósitos sejam de vivê-lo bem,viver para o próximo do mesmo modo que quereríamos que os nossos próximos hajam conosco. Para tanto iniciemos fazendo bem as pequenas coisas, pequenos atos...  e estes pequenos atos nos trarão felicidade e paz... e coragem para fazer as atividades mais difíceis.
             Amemo-nos sempre.... perdoemo-nos sempre...muitos...muitos abraços e beijos dos descendentes de Celestino e Erna.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Agradecimento

Obrigado por participar no II Encontro da Família Pedron 
Descendentes de José Pedron e Maria Joana Burin



05 de novembro /2012
 A família de Celestino e Erna Pedron agradece o carinho recebido de todos os visitantes. 
Cada um foi essencial para o sucesso do encontro. Resgatamos laços, rimos, choramos, buscamos compreender nossas raízes, relembramos o passado para dar continuidade a linda história dessa família! 




"...Não, não tenho caminho novo.
O que tenho de novo
é o jeito de caminhar.
Aprendi
(o que o caminho me ensinou)
a caminhar cantando
como convém
a mim
e aos vão comigo.
Pois já não vou mais sozinho."
 (Tiago de Mello)

 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

José Pedron

José Pedron, nasceu em Lorenzaga di Motta, município de Motta di Livenza na Itália. Embarcou para o Brasil com seus pais (Innocente e Marianna) e sua irmã Luigia Augusta no navio "Colombo", da "La Veloce Navigazione Italiana"em 21/11/1883 em Gênvova.
Chegaram ao Rio de Janeiro em 20/12/1883 seguindo para o Rio Grande do Sul. Permaneceram em Vale Vêneto, aguardando a distribuição das terras estabelecendo-se em Geringonza (Nova Treviso) em 1885. Em 1916 com sua família mudou-se para Nova Itália, atual Severiano de Almeida. Faleceu em 11/02/1967.
Família de José Pedron